Category Archives: Mota-Engil

Quem tem estado por trás do negócio?

foto de Carlos Romão

Segundo informação recolhida pelo nosso Movimento, a empresa Mercado Urbano foi comprada pela Mota Engil no dia 21 de Janeiro deste ano  (http://www.alacrastore.com/deal-snapshot/Mota_Engil_SGPS_SA_acquires_Mercado_Urbano_Imobiliaria-660705).

Essa informação foi já veiculada hoje por diversos órgãos de informação.

Note-se entretanto que a data de assiantura do contrato entre a Câmara do Porto e a Mercado Urbano é de 25 de Janeiro. Isto é, segundo aquela base de dados de empresas, quatro dias antes a empresa era já propriedade da Mota Engil.

Entretanto em declarações à imprensa a administração declara que a comprou apenas depois da assinatura do contrato. Efetivamente tínhamos ficado a saber entretanto que a torre de escritórios com que pretendem rasgar o interior do edifício se destina à sede da Fundação António Mota /Mota Engil. Sabendo-se agora quem o verdadeiro dono do projeto, faz mais sentido…

O certo é que até termos revelado aqueles dados nenhuma fonte de informação portuguesa tinha divulgado esta aquisição neste país.

Só desde segunda-feira passada, 22 de Agosto, é que foi afixado aviso na porta indicando o início de obras e prazo previsto de conclusão. E isto depois de a SIC ter noticiado no dia 18 em entrevista ao nosso Movimento, que o Mercado continuava encerrado sem qualquer obra a iniciar-se,

Sucedem-se as medidas atrapalhadas e as situações pouco claras.

A cidade fica a perder sem este espaço de comércio de proximidade, perdem negociantes e empregados que aí trabalhavam, esperemos ainda que não se perca um edifício classificado de forma irreversível ao ser descaraterizado como um vulgar shopping, rasgado por escadas rolantes e torres interiores, como está previsto nos planos da Mercado Urbano/Mota Engil.

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Mota-Engil usa fundação para ‘filantropicamente’ destruir o Mercado

Confirmam-se agora os grandes interesses do camartelo por trás da destruição do Mercado. A Fundação Mota-Engil, que se afirma com fins filantrópicos, quer instalar-se nos escritórios projetados para o interior.
Quem nos protege desta filantropia?